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HISTÓRIA QUBO · 17 de out. de 2026

Há 11 anos, a qubo apresentava uma nova expressão do mobiliário outdoor

Em 2015, a experiência da Mac e a criação de designers brasileiros se encontravam em uma coleção autoral. Hoje, esse acervo ajuda a compreender a vocação colecionável da qubo.

Capa original do booklet qubo de 2015, com símbolo facetado colorido sobre fundo grafite.
Capa do booklet da coleção qubo, documento de 2015.

Em fevereiro de 2015, a Mac Móveis anunciava a coleção qubo como parte da celebração de seus 35 anos. Sob a curadoria da EM2 Design, a proposta reunia diferentes vozes do design brasileiro e abria novas possibilidades para o mobiliário outdoor. A experiência de produção da Mac encontrava uma pesquisa de formas, usos e modos de viver, com a autoria no centro dessa conversa.

A ideia vinha sendo construída antes desse anúncio. Já em 2014, os primeiros materiais da qubo apresentavam a missão de “Fomentar encontros”. Design, Urbano, Social e Arte eram os campos de aproximação. Havia espaço para a diversidade de repertórios, a experimentação e o diálogo entre pessoas. A coleção de 2015 dava expressão a esse pensamento por meio de objetos e das histórias de quem os desenhava.

Mariana Betting Ferrarezi e Roberto Hercowitz, da EM2 Design, participaram dessa etapa como curadores e autores. Ao lado de suas criações, o booklet daquele ano reuniu trabalhos de Rahyja Afrange, Estúdio Ninho, Cláudia Mazzieri, Pepê Lima, Sérgio Matos, Ronald Scliar e Brunno Jahara. A assinatura “QUBO by Mac” registrava a origem compartilhada, enquanto cada designer contribuía com uma maneira própria de observar e transformar o cotidiano.

Entre as propostas da EM2, a Transformer explorava a possibilidade de um móvel assumir configurações de poltrona, cadeira e banqueta. Na linha Arco, a repetição de elementos organizava o desenho. Eram caminhos distintos para investigar a relação entre forma e uso. O repertório da coleção também aproximava gestos artesanais e processos industriais, tornando visível o encontro entre o pensamento do designer e os conhecimentos de quem produz.

O próprio booklet valorizava essa dimensão humana. Retratos e biografias apresentavam os autores antes de suas peças. Fotografias de ambientes e detalhes convidavam a observar proporções, texturas e a presença dos móveis no espaço. O objeto aparecia acompanhado de seu contexto: uma ideia, uma pesquisa e uma maneira de fazer.

Ao revisitar esse acervo em 2026, podemos reconhecer as bases de uma vocação colecionável. É uma leitura de hoje sobre a singularidade dos desenhos, a autoria e as relações que construímos com aquilo que escolhemos para viver. Peças capazes de despertar interesse pelo que expressam e de permanecer na memória por sua identidade.

Onze anos depois daquele anúncio, a coleção de 2015 oferece um ponto de partida para conhecer a qubo. Em suas páginas, o desejo de fomentar encontros já encontrava forma: entre designers, materiais, saberes e pessoas. Uma história que continua a inspirar o olhar sobre o mobiliário e seus significados.

Fontes consultadas